segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Desde que o samba é samba é assim.


Acabo sempre o ano com a sensação de que foi entre assim-assim a mau. Raramente tenho a sensação de que foi espectacular. Já aconteceu claro, mas a memória atraiçoa-me, nos meus balanços pesa sempre mais o que ficou por acontecer, por mudar, fazer ou o que aconteceu de mau, do que as coisas boas.

Este ano decidi-me finalmente a avançar com a ideia de pôr num frasco papéis com bons momentos que vão ocorrendo. Para ser justo, decidi que punha as coisas boas e más, na expectativa de provar a mim mesma de que as boas superam sempre as outras.

Então este ano tive um almoço com amigos na rua, morreu-me uma gata, a minha avó caiu e rasgou o músculo do ombro, uns dias depois teve um avc e tenho passado as minhas tardes no santa maria, e acumulo trabalho no estaminé porque entretanto a minha colega vai ficar meio mês de baixa.
Escolhi o ano errado ou continua a ser a falta de jeito para ser optimista?

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Fala p'ra mão

It’s one of my theories that when people give you advice, they’re really just talking to themselves in the past.

Mark Epstein, M.D.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Esta era a matemática que deviam ensinar na escola

A. Um grupo de 15 pessoas juntou-se para passar o ano numa casa durante 4 dias. Uma pessoa foi às compras e gastou 250€. A mesma pessoa que foi às compras organizou a ementa e cozinhou todas as refeições. Uma pessoa é dona da casa, uma pessoa não come carne e duas pessoas não bebem alcóol e todos gastaram água e luz durante os 4 dias.

Quanto fica a cada um?

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Diz que é o contrário de se estar morto

Ao ler a biografia do Oliver Sacks, que morreu há pouquíssimos meses, ocorreu-me de repente o quanto é bizarro que a vida inteira de um homem me caiba nas mãos. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

As pessoas perguntam-me quando tenho filhos

Acordar às 6:30 da manhã com o puto do lado a andar pelo corredor com sapatos de sapateado (só pode) e ouvir de manhã, à tarde e à noite o bebé de cima a chorar, estão a ser as condições propícias para desejar mudar de casa, mas não para me apetecer ter filhos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O Amor não é isto



Pareço ter um dom especial para ir buscar filmes com uma visão do amor com a qual não me identifico minimamente. Apesar disso, um filme bonito, que aguçou ainda mais a vontade de ir ao Japão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Lei de Murphy

Comprometi-me (porquê, porquê?) com meia dúzia de coisas que calharam alinharem-se todas nas mesmas duas semanas. Acresce que além dessas coisas a que me comprometo sabe lá deus porquê, eu trabalho a tempo inteiro e acresce também que por mais organização que eu me imponha, há um limite de energia e paciência que se vai esgotando no passar dos dias. Quando eu pensei que a minha semana não podia piorar mais, eis que perco o filho da p*** do passe acabadinho de carregar. E lá tive eu de arranjar tempo que achava que não tinha para ir fazer um de urgência. E aqui estou eu a imaginar os meus 15€ de zapping a serem gastos por alguém que espero que parta uma perninha a sair do metro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

How bout grieving it all one at a time

"Thank you terror
Thank you disillusionment
Thank you frailty
Thank you consequence
Thank you nothingness
Thank you clarity
Thank you silence."

Alanis Morissette

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Somos todos Quintanilha?

A primeira reacção quando ouvi falar no "eleito, eleita" foi irritar-me. Afinal de contas não há piada nenhuma a fazer-se em relação à orientação sexual e identidade de género, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas cometi um erro crasso, que já devia ter aprendido há muito: nas redes sociais como na vida, não devemos ficar com as dores alheias. Quando finalmente me dei ao trabalho de ver a peça pareceu-me claro que era um equívoco entre o Quintanilha e a deputada do Bloco.

É assustadora a prontidão com que todos saem para a rua com tochas, prontos a queimar um jornalista que cometeu um erro próprio de estar a apresentar em directo, quando à mesa, em casa, nos empregos, nas famílias, a homofobia continua e está para durar.