quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Parem o Mundo que eu quero sair

Quando é que o Mundo se tornou este sítio em que polícias obrigam uma mulher a despir-se na praia, em frente da própria família e as pessoas à volta batem palmas? De certeza que ainda somos a espécie mais inteligente? E consciente? E tolerante? Ou podemos pôr isso tudo de lado em prol de:

  •  (preencher com o que quer que dê jeito vender à carneirada).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Murphy

Estar semanas à procura de coisas interessantes em Lisboa. Descobrir que existem, precisamente naquelas semanas em que se vai estar de férias. E longe.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Big Brother

Não querendo entrar em delírios de perseguição, mas serei a única a achar que se o fisco passar a ter livre acesso às contas bancárias dos contribuintes, é o início do fim?

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Where is home?

Nem a propósito, esta apresentação do Pico Iyer, que perdeu a casa por um incêndio quando criança e questiona sobre o significa pertencer a um lugar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Por metro quadrado

Falávamos ao almoço dos incêndios e do desespero de quem fica a correr perigo a tentar apagar o fogo. Dizia eu que pegava na gata e no fuschio, dizia adeus aos livros e vinha-me embora. Respondiam-me "então mas e a tua casa?". 

Vi algures que conforme fomos perdendo amigos fomos ganhando metros quadrados em casa. Em contrapartida lembro-me das sanzalas, onde a casa serve para dormir e para abrigar da chuva. Tudo o resto se faz na rua, em comunidade. 


Não que não empatize com o desespero da perda. Na verdade empatizo tanto que me tenho alienado de ver notícias. Mas quando dizemos que se perde tudo quando se perde a casa, não teremos já perdido? 

25 anos de cadeia para incendiários

Estou à espera da petição que responsabilize criminalmente as autarquias que não investem na prevenção de incêndios. A realidade é esta: vai sempre haver um gajo que gosta de ver tudo a arder.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Padecimentos

Estou com uma neura que nem posso comigo. Não dá para me mandarem para casa, medicada com sofá e uns pratos para partir?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Empatia supimpa

Adoro as pessoas que pregam a superioridade moral portuguesa com o vídeo do menino a consolar o adepto francês e minutos depois comentam como a nossa selecção tem mais pretos do que brancos (e ainda ciganos).

terça-feira, 12 de julho de 2016

Anglicismo

Se o Éder dissesse que dedicava o golo à psicóloga ou à psicanalista, também achariam todos uau-fantástico, quem é ela?

terça-feira, 5 de julho de 2016

Winter is gone


Game of Thrones acabou e estou a adorar isto. Tenho 4 temporadas pela frente e todo um mês de agosto.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Come Together

do Xavier

Lembram-se daquele País orgulhosamente só, que acreditava que estaria eternamente livre dos problemas alheios se mantivesse as suas fronteiras hermeticamente fechadas, e que autorizava visitas de meia dúzia de estrangeiros por ano? Era um País muito pequenino, muito bonito, com pessoas muito boazinhas e chamava-se Tibete. Como podem calcular, pagaram um preço bastante alto pela parvoíce.

O que aconteceu no UK deixou-me perplexa, por várias razões.

Primeiro, o óbvio, a democracia é uma coisa maravilhosa, mas com uma condição indispensável que nos temos andando a esquecer: as pessoas têm que ser educadas, informadas, esclarecidas. Porque senão é só mais uma arma (e muito poderosa) para o efeito carneirada. Como foi. Só assim se explica que pessoas tenham afirmado que votaram no Leave porque achavam que o voto não contaria para o resultado final. É um bocado como votar no PAN por antipatia com o PS / PSD e ficar muito surpreendido quando se vê o amigo dos animais a chegar a Primeiro-Ministro. Só que aqui não há deputados para oferecer, era sim ou sopas.

É claro que várias promessas foram feitas, difundidas à moda inglesa e no dia a seguir ao referendo desmentidas com a maior cara de pau e de parvo possíveis. Mas ainda assim, não é preciso ser grande génio para perceber que, se alguém nos promete que "podemos comer o bolo europeu" e ter a mesma liberdade para circular bens e serviços, mesmo não estando na União Europeia (e pagando) e isto não nos cheira a esturro, é ingenuidade ou parvoíce, certo?

Em segundo, a imprensa. Eu que leio unicamente o The Guardian, escapou-me completamente o que se estava a passar nas capas dos jornais claramente apoiantes da campanha do Leave, com a enfatização dos dramas da imigração em detrimento de uma explicação clara dos prós e contras em partir. Não somos diferentes, basta lembrar-nos que o Correio da Manhã é o jornal que mais vende em Portugal. Será legítimo pedir também a responsabilização da imprensa que deixou alastrar mal entendidos ou devemos simplesmente partir do princípio que não se pode acreditar em tudo o que está escrito?

E depois, que unicórnio é esse, que 52% dos ingleses procuram? São dos Países que mais ganham com a União Europeia, negociaram várias cláusulas de excepção que os beneficiam, mantiveram a própria moeda que se mantem (ou mantinha) mais forte que o Euro, e ainda assim, acreditam que a União Europeia é uma prisão que os impede de exercer soberania? Que soberania mágica é essa? Que País passado é esse pelo qual tanto suspiram, onde todos eram livres, felizes, dinheiro jorrava a rodos e não havia imigrantes com quem o dividir? Parece-me que esse País nunca existiu. Afinal de contas, em que outro momento na História viveram simultaneamente paz e prosperidade económicas? Idade do gelo?

Por ultimo, a vida continua e a História também é feita de péssimas escolhas. Espero que não desate tudo em guerra civil. Eu ainda gostava de ir visitar a Cornualha e Stonehenge antes de haver porteiro.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pró-vida, mas que vida?

Depois dos prognósticos positivos, das palmas, congratulações e cumprida a "missão e responsabilidade" do centro hospitalar, questiono-me para quem é que isto é bom afinal, se para a comunidade médica e o "avanço da medicina" ou se para este bebé, que alheio a tudo isso, nasceu de uma mãe morta, de um pai que não está disponível para o criar e que será, parece, criado pelos avós "velhinhos". Se daqui a cinco anos este bebé estiver numa instituição, alguém dos que se orgulharam tanto de o salvar, irá buscá-lo para o criar?

segunda-feira, 6 de junho de 2016