quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Qual de vocês é que rogou a praga, hein?

(chego a Itália na madrugada de sábado...)

Nem vale a pena pensar nos pirolitos

Terças e Quintas - natação
Quartas e Sextas - tentar ignorar o quanto ainda cheiro a cloro, mesmo depois de tomar banho.

(talvez seja importante explicar que o cheiro que mais abomino é o da lixívia e já tive de trocar de lugar no comboio porque já estava a sentir o estômago a dar a desistir).

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Este País não é para pobres

Fui à dermatologista. Paguei algo muito próximo dos 3 dígitos, o que é pornográfico se tivermos em conta:
1. os 10 min que as consultas costumam demorar;
2. o que o comum dos mortais ganha em 10 min de trabalho;
3. o tempo que uma pessoa espera por uma vaga em consulta de especialidade num hospital público.
Realmente uma pessoa só está doente quando vai ao médico porque é inacreditável a quantidade de coisas que me receitou, vou gastar uma pequena fortuna em cremes. Lembrei-me daquela vez que poupei muito, muito e estava muito feliz com os meus 20€ no banco quando caí no metro dos restauradores, rasguei as minhas calças de cima até ao joelho e lá se foram os meus 20€ a comprar umas calças (feias) para ir à entrevista de emprego para onde estava a ir (e onde não fiquei).

Hoje acordei com esta

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Concluo que a minha carreira de merceeira não correu como planeado


No outro dia cruzei-me na entrada do prédio com uma miúda mais nova que andou comigo no teatro na escola. Parecia que ainda ontem a tinha visto com 11 anos e ali estava ela de marido e filha no colo, para ir visitar a minha vizinha de cima. E ali estava eu a entrar no meu prédio, para a minha casa, depois de vir do meu emprego. Não pude deixar de sentir "estamos tão crescidas".

Esta passagem da idade é sempre estranha porque por dentro somos fluidos e o cérebro não apita a cada dia que passa.

Também tenho os meus momentos em que estou no trabalho a atender o telefone, enviar mails e rabiscar notas e me lembro das minhas brincadeiras no sofá, com um caderninho no colo, caneta na mão e telefone imaginário na outra, onde eu tinha uma importante carreira como merceeira e rio-me. Na altura trabalhar parecia sempre tão interessante, raios parta (volta Pai Natal, estás perdoado). Também gostava muito de desenhar teclas numa caderno e fingir que tinha um portátil como a sobrinha do Detective Gadget. Tem cuidado com o que desejas, nunca me fez tanto sentido.

Que os há, há

Alguém me dizia no outro dia que não vê séries. Uma série de interrogações se geraram imediatamente na minha cabeça (porque não tens tempo? porque preferes ler? porque sei lá, estás embrenhadíssimo numa demanda espiritual e não tens tempo para coisas mundanas?) Mas depois calei-me porque tinha acabado de o conhecer.

Lembrou-me de um namorado de uma amiga que não lia, não gostava de filmes e não gostava de viajar. Serão estes os zombies?

Do Forjaz

Irrita-me que seja quase sempre preciso alguém a morrer de cancro para chamar as pessoas à vida. Como se lhes apreciássemos o heroísmo, a rebeldia.

Algo tem de ir mal quando não conseguimos encontrar heroísmo no simples facto de se estar vivo.

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Dilemas

Amanhã há concerto do Jorge Palma em Lisboa e estou há demasiado tempo à espera de o ver ao vivo sem ter de ir para um festival esquisito. Mas estou tão cansada que existe uma forte probabilidade de adormecer a meio (tenho gaps de memória em relação à ultima peça de teatro que fui ver, acho que metade assisti de outro lado)

Eww

Ontem um pombo cagou-me em cima, presenteando-me as calças (ew) e o caderno (ew). Espero que pelo menos isto signifique dinheiro.

Malta da meterologia

Ou é falta de jeito ou estão muitas borboletas a suspirar em Nova Iorque, mas não dá para confiar porra.

sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Continentes e infâncias

A minha amiga falava-me da infância em áfrica e nas raras mas curiosas visitas às sanzalas e eu lembrei-me da minha infância em benfica, nas raras mas curiosas visitas que fazia com a minha avó paterna ao bairro dos ciganos onde ela fazia as suas negociatas com a lotaria.

Há dias em que o copo só me parece vazio

Mas cheio de um enorme tédio.