sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Criatividade para a alma

Aqui cheia de trabalho num trabalho supostamente criativo e só me apetece ir para casa pintar quadros para a sala.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

As coisas são como são


Um milhão e meio de pessoas manifestaram-se em Paris e quase três milhões em toda a França contra o terrorismo. É maravilhoso. Contudo, é uma pena que o tenham feito no seguimento da morte de 12 pessoas da redacção do jornal Charlie Hebdo mas que a mesma revolta nunca lhes tenha surgido pelos milhares que morreram e continuam a morrer na Síria, no Iraque ou no Paquistão, onde houve, num passado não muito longínquo, um ataque brutal a crianças e adolescentes, pelas mãos do mesmo fanatismo.

Será hipócrita? Prefiro acreditar que quer queiramos quer não, a nossa empatia está muito limitada à localização geográfica e também ao que queremos ver e saber do que se passa no mundo*.

Será preciso que o terrorismo nos bata à porta para que o possamos vencer?


*A propósito, um texto muito bonito partilhado publicamente no facebook sobre a "vergonha do viajante".

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Receita para se sentir desinteressante, aborrecida e cansada

É só ir ter com a pessoa que esteve um ano a viajar de mochila às costas. "Então o que contas?" é uma espécie de ironia, certo?

(proponho um estudo: durante um ano, um gémeo viajava pela ásia enquanto outro ficava a trabalhar a tempo inteiro em portugal. Acho que adivinham qual envelhecia mais rápido.)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estão 8 graus e amanhã tenho um casamento

E vou de vestido. E tenho aulas de manhã por isso vou ter de me andar a passear por Lisboa com menos de metade da camada de roupa que devia ter.
Pronto era o meu momento de autocomiseração.

(a noiva já me disse que no copo de água vão estar milhentos aquecedores a bombar e que aquilo vai parecer as caraíbas mas ainda assim, até lá chegar não me congelem os pés).

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Chamarem-lhes animais de companhia é um engodo


Esta hibernou.
(Mas ainda acorda para comer, brincar e receber-nos à porta. Até vir o frio polar pelo menos)

Never Grow Up

Uma das maravilhas de se morar onde se cresceu é ver o rebelde da escola agora crescido, de fato e gravata no supermercado, de carrinho na mão e ao telefone, a perguntar à mulher se quer frango para o jantar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aquela história de comprar artesanato português para impulsionar a economia

Tenho duvidas que seja a comprar carteiras em tecido e colares feitos à mão que vou impulsionar a economia, principalmente tendo em conta que maioria desses pequenos negócios não pagam impostos (e se pagassem morriam no primeiro mês). Não tenho (mesmo) nada contra quem faz algum dinheiro a fazer coisas que goste, mas não nos iludamos que é a marcadores de livros que lá vamos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

No comboio aprende-se muito

"A duquesa de Alba já estava morta, esqueceu-se foi de entregar a alma".
"Os videntes são aqueles que trabalham pessoalmente ou por carta".
"Lá vem a Tabaqueira defender a virgindade da nicotina".

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Normal ou de máquina?


Ah a magia do cinema

Fomos ao Oeiras Parque* ver o Interstellar. A dada altura percebemos que havia um barulho estranho que aparecia e desaparecia a meio do filme, quase não nos deixando ouvir as personagens. "Será a nave?" pensámos. Não. Eram os secadores de mãos, na casa de banho ao lado da sala.

(e depois da reclamação, a funcionária resolveu o problema de uma maneira original: colou um papel a dizer 'avariado'. E funcionou.)

*sala 5, já sabem.