quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Receita para se sentir desinteressante, aborrecida e cansada

É só ir ter com a pessoa que esteve um ano a viajar de mochila às costas. "Então o que contas?" é uma espécie de ironia, certo?

(proponho um estudo: durante um ano, um gémeo viajava pela ásia enquanto outro ficava a trabalhar a tempo inteiro em portugal. Acho que adivinham qual envelhecia mais rápido.)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Estão 8 graus e amanhã tenho um casamento

E vou de vestido. E tenho aulas de manhã por isso vou ter de me andar a passear por Lisboa com menos de metade da camada de roupa que devia ter.
Pronto era o meu momento de autocomiseração.

(a noiva já me disse que no copo de água vão estar milhentos aquecedores a bombar e que aquilo vai parecer as caraíbas mas ainda assim, até lá chegar não me congelem os pés).

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Chamarem-lhes animais de companhia é um engodo


Esta hibernou.
(Mas ainda acorda para comer, brincar e receber-nos à porta. Até vir o frio polar pelo menos)

Never Grow Up

Uma das maravilhas de se morar onde se cresceu é ver o rebelde da escola agora crescido, de fato e gravata no supermercado, de carrinho na mão e ao telefone, a perguntar à mulher se quer frango para o jantar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aquela história de comprar artesanato português para impulsionar a economia

Tenho duvidas que seja a comprar carteiras em tecido e colares feitos à mão que vou impulsionar a economia, principalmente tendo em conta que maioria desses pequenos negócios não pagam impostos (e se pagassem morriam no primeiro mês). Não tenho (mesmo) nada contra quem faz algum dinheiro a fazer coisas que goste, mas não nos iludamos que é a marcadores de livros que lá vamos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

No comboio aprende-se muito

"A duquesa de Alba já estava morta, esqueceu-se foi de entregar a alma".
"Os videntes são aqueles que trabalham pessoalmente ou por carta".
"Lá vem a Tabaqueira defender a virgindade da nicotina".

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Normal ou de máquina?


Ah a magia do cinema

Fomos ao Oeiras Parque* ver o Interstellar. A dada altura percebemos que havia um barulho estranho que aparecia e desaparecia a meio do filme, quase não nos deixando ouvir as personagens. "Será a nave?" pensámos. Não. Eram os secadores de mãos, na casa de banho ao lado da sala.

(e depois da reclamação, a funcionária resolveu o problema de uma maneira original: colou um papel a dizer 'avariado'. E funcionou.)

*sala 5, já sabem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

realidade - 1 / eu - 0

estive de férias. hoje custou para levantar. muito. cheguei à estação e era greve da cp.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Bad shoe day

Farta de andar com os pés frios trouxe hoje os meus sapatos mais feios (tão feios que estiveram a uma unha do caixote do lixo) mas também os mais quentes (isto quase dava uma lição de vida).  Só não sabia eu que seria arrastada para a Zilian na hora de almoço.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dedicated to shiny happy people


"It has been fairly well established that the advent of the supermodel has damaged women's images of themselves by setting unrealistic expectations. The psychological supermodel of the twenty-first century is even more dangerous than the physical one. People are constantly examining their own minds and rejecting their own moods."

The noonday demon an atlas of depression, Andrew Solomon

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Shell, a Lego e os outros


Esta história da Greenpeace e da Shell com Lego à mistura é areia para os olhos. Que me interessa a mim que se venda ou não Lego nas lojas da Shell? A Shell vende aquilo que as pessoas compram. Enquanto não se mudarem os hábitos ou a tecnologia continuaremos a precisar de escavacar o planeta à procura de petróleo.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Não morra já, preencha aqui uns papéis

No outro dia enquanto descíamos a rua para ir almocar, vimos um senhor a ser atropelado (óptimo para se perder a fome). Prontamente uma colega minha ligou para o INEM. Parámos mesmo em frente à placa toponímica e rapidamente informou do nome da rua e da praça onde estávamos. Explicou que era atropelamento, que era um senhor idoso, que estava consciente e deitado no chão enquanto alguém lhe imobilizava a cabeça. Pergunta do outro lado: "mas em que freguesia é que está?"

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Coitadinhos dos taxistas, já ninguém quer andar de táxi

Hoje pedi a um taxista que me trouxesse ao trabalho na hora de almoço e ele recusou-se "porque é já ali", ainda se riu na minha cara e virou-me costas. Eu realmente tenho muita pena dos taxistas e de ninguém andar de táxi, porque se 4€ para subir uma rua em 5 min não lhes chega, começo a questionar-me para que temos a cidade e a estrada cheia de aventesmas inúteis. Só lhes compensa se o quê, formos para Coimbra?